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Caminho da Cultura

No Caminho da Cultura o objetivo é unir cultura e educação para ampliar os horizontes e reduzir a evasão escolar possibilitando o contato com às artes através de cinco oficinas, palestras e visitas guiadas a locais culturais.

EU ABRO MÃO (2004-2005) Água Santa

PROJETO LEVA TEATRO ÀS COMUNIDADES CARENTES

Levar o ensino da arte às comunidades carentes através de oficinas de teatro e apresentações de espetáculos. Estes são uns dos objetivos do “Caminho da Cultura”. O projeto, que está finalizando a sua terceira edição, promove aulas teóricas e práticas de teatro para jovens de baixo poder aquisitivo. Com o patrocínio da LAMSA – Linha Amarela, que sempre apóia projetos sociais e culturais nas comunidades que beiram a via expressa, o “Caminho da Cultura”, introduz o teatro em comunidades que apresentam baixo índice de desenvolvimento humano. Nessa edição, as aulas, ministradas por profissionais de artes cênicas, são realizadas em Água Santa para os jovens que morem no bairro e adjacências.

“Senti na pele a necessidade da renovação. Tive muitos problemas com equipe técnica em peças que eu produzi. Não existem escolas, geralmente passa de pai pra filho e quando estão no meio de uma produção, resolvem trabalhar em uma turnê de outro espetáculo, deixando a gente na mão. Aconteceu comigo quando fiz “No Escuro”, de Marcus Alvisi e com isso, achei que podia encontrar bons profissionais nas comunidades carentes”, explica a idealizadora e coordenadora do projeto, Juliana Teixeira, que também é atriz. Na televisão, atuou nas novelas “Uga-Uga”, “De Corpo e Alma”, entre outras. E no teatro, participou de alguns espetáculos como “Inês de Castro Rainha Morta” e no cinema, em “Apolonio Brasil”, “O Homem Nú” e “Matou a Família e foi ao Cinema”.

Com duração de um ano e carga horária de 12 horas semanais, o trabalho é dividido em três módulos: oficinas e visitas guiadas com aulas de interpretação, corpo e voz, cenário, trilha sonora, maquiagem, iluminação e figurinos. ensaios e práticas de montagem de um espetáculo teatral e no terceiro módulo, que dura três meses, além dos ensaios, acontecem as apresentações em locais públicos da peça montada durante as aulas. Nessa fase, os alunos recebem a remuneração de um salário mínimo pelos ensaios e temporada. Para a realização do espetáculo, os jovens participam de todas as etapas do processo, como texto, figurinos, cenários, entre outros. Trabalham como atores e técnicos e são divididos por áreas. Durante o projeto, eles também têm a oportunidade de visitar museus e centros culturais.

Na edição de 2004/ 2005, a peça montada e que terá a sua estréia, no dia 07 de julho, é “Eu Abro Mão”, onde o desafio é maior porque além de interpretar, os jovens cantam e dançam. Conta a história de um empresário do ramo teatral, que comunica às suas duas companhias, que não poderá patrociná-las ao mesmo tempo. Ele terá que escolher quem será beneficiada e com isso, as companhias iniciam uma disputa entre si, mas no final, uma surpresa muda a relação dos grupos. Serão treze apresentações gratuitas e as duas primeiras serão realizadas no próprio local das aulas: a Paróquia Santo Antônio, em Água Santa. E se baseando em experiências anteriores, a expectativa da equipe do “Caminho da Cultura” é de atingir dez mil espectadores ao longo da mini-turnê.

“Para a LAMSA, apoiar o Projeto “Caminho da Cultura” é dar oportunidade para que jovens talentos, oriundos das comunidades de baixa renda, tenham espaço para descobrir seu potencial criativo através da arte. “A LAMSA acredita que, cada vez mais, as empresas vão se voltar para este tipo de iniciativa e que, com certeza, juntos faremos a diferença na vida de muitas pessoas”, diz Giovanna Curty, diretora do Departamento de Desenvolvimento Sócioambiental da Linha Amarela.

Desde a sua primeira edição, o projeto, que começou na Vila Aliança, em Bangu, vem colhendo seus frutos. Vários alunos tiveram a oportunidade de entrar em cursos técnicos e profissionalizantes, além de estagiar em grandes teatros, como aconteceu com o jovem Leandro Carvalho, de 19 anos, que fez parte da equipe de cenotécnicos do teatro Villa Lobos. “Minha vida se resume a antes e depois do teatro. Tudo mudou. Até a forma de expressar meus sentimentos. Eu tinha um grupo de dança, mas agora só quero me dedicar ao teatro e ter meu trabalho reconhecido”, conta Leandro que aproveita para indicar o projeto para os parentes e amigos.

Cronograma de Apresentações
Dias 07 e 08 de Julho às 18h - Paróquia Santo Antônio - Água Santa
Dia 10 de Julho às 16h - Várzea Country Clube - Água Santa
Dia 11 de Julho às 13h30 - Instituto Benjamin Constant – Urca
Dia 14 de Julho às 15h - Casa de Cultura Vila Isabel - Vila Isabel
Dia 18 de Julho às 15h - Abrigo Teresa de Jesus – Tijuca
Dia 21 de Julho às 17h - Sesc Tijuca – Tijuca
Dia 23 de Julho às 18h - Feira de São Cristovão - São Cristovão
Dia 24 de Julho às 17h - Lona Cultural Hermeto Pascoal - Bangu
Dia 27 de Julho às 16h - Instituto Brasileiro de Reeducação Motora - Andaraí
Dias 28 e 29 de Julho às 17h - Sesc Engenho de Dentro - Engenho de Dentro
Dia 30 de Julho às 18h - Feira de São Cristovão - São Cristovão
Ficha Técnica
Coordenadora/Produtora - Juliana Teixeira
Direção/Interpretação - Mônica Alvarenga
Cenário - Carlos Alberto Nunes
Iluminação - Maurício Cardoso
Figurino - Jorge Barcelos
Corpo - Beth Berardo
Voz - Fabiana Valor
Fotógrafo - Percio Campos
Programação Visual - Alexandre Schoste
Assessoria de Imprensa - Cleusa Maria
Assistente de Produção - Acacio Velloso, Martha Avelar, Lucia Pardo
Assistente Social - Catia de Oliveira